A eterna e antiga guerra dos sexos


Ultimamente tenho voltado minha atenção ao comportamento humano – seja romântico, pessoal ou profissional – até porque o Tantra visa estar bem consigo mesmo e com sua saúde, com seu corpo físico e mental, o que influi diretamente nas relações.

Material de pesquisa é o que não falta, o termo no Google retorna mais de 630 mil resultados. Mas se tanto já foi pesquisado e divulgado, por que cargas d’água homens e mulheres não se entendem?

Por que o homem demora a ouvir o choro da criança à noite e pula da cama com qualquer ruído do portão? Por que ela repara nos casais, roupas e comportamentos em uma festa, enquanto ele presta mais atenção na localização de portas e janelas? Por que na maioria das vezes ele fica mais confortável usando o lado da cama que seja mais próximo à entrada do quarto? Por que elas falam tanto, acusando o homem de falar de menos?

E a pior: por que eles são tão rápidos no sexo e elas muitas vezes ficam literalmente na mão? Será apenas egoísmo, egocentrismo?

Segundo a ciência, as respostas estão na evolução e na herança genética de nossos ancestrais. A fêmea permanecia mais tempo na caverna cuidando da prole, protegia-os dos predadores, enquanto o macho provia a família com caça, andava quilômetros atrás dela, ficava em silêncio na tocaia. Ou seja, a grosso modo ela estava sempre atenta ao choro, ao comportamento, às “roupas” que protegiam o corpo, comunicava-se com os filhotes para acalmá-los, enquanto ele cuidava da alimentação e segurança, caçando durante o dia e resguardando a família durante a noite, ficando mais próximo à entrada para combater predadores.

Talvez ficasse com os pés em cima de uma pedra, degustando uma costeleta de mastodonte e assistindo ao crepitar de sua fogueira enquanto coçava o saco. Só acho.

O caso é que os tempos e os costumes mudaram, mas ainda trazemos alguns resquícios daquela época. Os homens, por exemplo, continuam coçando o saco e sendo rápidos demais na vida íntima, até porque, em outros tempos, tinha de ser feito rapidamente para não ser surpreendido por um predador e os fins eram provavelmente apenas reprodutivos, o orgasmo feminino não era necessário à perpetuação da espécie.

Na verdade continua não sendo, mas hoje as mulheres tomam a frente, sabem bem o que querem. Portanto procure afastar-se o mais possível de nossa origem Neanderthal se não quiser ver sua fêmea buscando machos mais interessantes. Já inventaram a roda, meu amigo!

Uma frase é atribuida a Henry Kissinger: “Ninguém vencerá a guerra dos sexos: há muita confraternização entre os inimigos”.

Ao menos cuidemos da parte da confraternização…

* Rogerio Lubk é editor de conteúdo há mais de 25 anos e praticante de Tantra há mais de 20. É autor do livro “Tantra & Sexualidade – Visão terapêutica sobre saúde sexual e afetiva”, juntamente com Adriana F. Silva, que é formada em psicanálise, em Massoterapia e ainda em Instrumentação cirúrgica pelo Hospital Militar.

Sobre tricoatres (571 Artigos)
<p>Três mulheres tricotando sobre o universo feminino. Uma mãe, uma indecisa na vida e o último elo dessa tríade venusiana: uma jovem baladeira!</p>