A importância da vacinação infantil

A resistência das pessoas às vacinas disponíveis é preocupante. 1,5 milhão de crianças morrem ao ano no mundo por doenças para as quais poderiam ter sido vacinadas, de acordo com a OMS


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma a cada cinco crianças no mundo não recebe as vacinas rotineiras e anualmente 1,5 milhão morrem por doenças para as quais poderiam ter sido vacinadas. A OMS aponta preocupação com a resistência das pessoas às vacinas disponíveis. O médico pediatra Benjamin Roitman, cooperado da Unimed Porto Alegre, afirma que a vacinação é o ato de maior impacto na saúde de uma população.

“A importância das vacinas é inquestionável e o ressurgimento de antigas doenças, quase erradicadas, se dão justamente em populações que não se vacinaram. Desde o início da vacinação em massa, várias doenças tiveram sua circulação diminuída ou eliminada de uma determinada região. Tétano, pólio, difteria, rubéola, sarampo são alguns exemplos de doenças erradicadas ou que tem sua circulação restrita com o advento das vacinas. Uma doença – a varíola – foi eliminada do mundo graças à vacinação. Doenças graves (pneumonia, meningites) têm incidência diminuída após o advento de vacinas contra bactérias graves”, explica Roitman.

Como desmistificar os problemas

De acordo com o médico, todas as vacinas, assim como qualquer remédio, podem causar reações em quem recebeu. Na grande maioria das vezes, são reações leves e autolimitadas. Reações graves são raras e o risco é muitas vezes menor que as complicações da doença para qual ela foi aplicada.

“Antes de serem lançadas para uso na população geral, elas passam por extensos testes (como todos os fármacos) para se atestar a eficácia e o baixo risco de para efeitos. De qualquer maneira, mesmo após liberado pelos órgãos competentes (FDA americano, ANVISA no Brasil, etc) há uma vigilância contínua destes imunobiológicos. Caso se observe um aumento dos efeitos adversos graves, a vacina pode ser retirada do mercado. Exemplo foi a vacina contra o Rotavírus, que foi retirada após se observar aumento de casos de intussussepção intestinal em lactentes. Foi substituída por uma nova vacina mais segura”, explica.

Podem-se tomar várias vacinas de uma vez só?

Roitman garante que a aplicação de várias vacinas ao mesmo tempo é possível e até desejável, pois diminui o número de “agulhadas” (ao se associar várias vacinas na mesma seringa), aumenta a cobertura e diminui a necessidade de ida aos postos de saúde. Não há aumento da incidência de efeitos adversos.

Confira as vacinas que se deve tomar desde a infância

Atualmente, o calendário brasileiro é um dos mais completos e contempla as seguintes vacinas:

Ao nascer: Hepatite B e BCG (contra tuberculose)

2, 4 e 6 meses: rotavirus, difteria, tétano, coqueluche, Hepatite B, Haemófilus tipo B, pólio, pneumococo 10 valente

3 e 5 meses: meningococo C

9 meses: febre amarela (nas áreas endêmicas)

12 meses: sarampo, rubéola, caxumba (tríplice viral), Hepatite A, pneumococo

15 meses: tetraviral (além da segunda doses de sarampo, rubéola e caxumba inclui varicela), difteria, tétano, coqueluche, pólio.

9 anos (meninas): HPV (contra o papilomavirus humano, responsável por doenças ginecológicas que podem levar ao câncer de colo de útero)

Influenza: vacina oferecida anualmente para grupos de risco (crianças até 5 anos, mais de 60 anos, grávidas, imunossuprimidos, pacientes com doenças crônicas).

Além destas vacinas, existe no mercado (em clinicas particulares), vacina contra o meningococo B e meningo quadrivalente (contra os tipos A, C, W e Y).

 

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