Entenda o Transtorno do Déficit de Atenção em Crianças

saúde. filhos, tdah Crédito:Reprodução

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, mais conhecido como TDAH, é uma desordem neurobiológica de causas genéticas que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Desatenção, dificuldades na escola e no relacionamento com colegas, pais e professores são alguns dos sintomas do transtorno na infância, que ocorre em 3% a 5% das crianças. Segundo a presidente da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), a Psicóloga e Psicanalista Iane Kestelman, nos jovens e adultos alguns dos sinais do transtorno são a inquietação, a desatenção, as dificuldades em avaliar o próprio comportamento e as dificuldades com regras e com limites, que interferem no relacionamento interpessoal.

O transtorno se caracteriza por três grupos de alterações: hiperatividade, impulsividade e desatenção. O diagnóstico é feito através de uma longa entrevista com um profissional médico especializado, que colhe a história de vida da pessoa, geralmente com a ajuda dos pais. 

Uma das características do TDAH é a alta coincidência com outros transtornos, a chamada comorbidade. “Estima-se que até 70% das crianças e adultos apresentam outros transtornos simultâneos, como, por exemplo, transtornos do aprendizado, transtorno de conduta, tiques, pânico, fobia social, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno bipolar e depressão”, explica Iane Kestelman.

Diversos estudos comprovaram que o TDAH tem origem em alterações na região frontal do cérebro, responsável por controlar ou inibir comportamentos inadequados, pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento. São muitas as causas que supostamente são atribuídas ao transtorno, como predisposição genética, ingestão de nicotina e álcool durante a gravidez, problemas na gravidez ou no parto e intoxicação por chumbo. 

Segundo Iane, o tratamento adequado do transtorno é multimodal, com uma equipe que deve fazer parte do acompanhamento do paciente: “Essa equipe deve ser composta por médicos, psicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos. Na maioria dos casos, o tratamento é realizado através de medicamentos, psicoterapia cognitivo-comportamental e psicoeducação, que nada mais é do que educação contínua sobre o transtorno”.

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