Entenda a síndrome dos ovários policísticos!


A síndrome dos ovários policísticos é um distúrbio endócrino caracterizado por alterações hormonais e funcionais dos ovários que, via de regra, apresentam múltiplos e pequenos cistos. De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que 20% a 30% das mulheres desenvolvem a SOP no país.

“As portadoras da síndrome costumam apresentar irregularidade menstrual, ciclos anovulatórios, infertilidade, maior produção de hormônios androgênicos, favorecendo o aparecimento de pelos e acne, aumento de gordura abdominal e maior risco de desenvolver obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns cânceres”, explica a Dra. Sônia Tamanaha, ginecologista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Apesar do desenvolvimento do distúrbio ocorrer durante toda a vida, o período em que a SOP mais acomete as mulheres é a idade reprodutiva. Geralmente, as primeiras manifestações começam ainda na adolescência – após 2 anos da primeira menstruação – com persistência de atrasos ou ausência dos ciclos menstruais, estendendo-se até o início do período da transição para a menopausa. Cerca de 6 a 10% da população feminina entre 18 e 45 anos apresentam a disfunção.

“Por outro lado, é importante destacar que são mulheres jovens que têm a possibilidade de adotar mudanças no seu estilo de vida, receber intervenções terapêuticas efetivas e minimizar as possíveis repercussões negativas – se diagnóstico e tratamento forem realizados precocemente”, afirma a Dra. Sônia.

A detecção dessa síndrome é feita por meio de um conjunto de critérios clínicos, laboratoriais e ultrassonográficos – que podem revelar os múltiplos cistos ovarianos.

Segundo a professora, o tratamento é direcionado às necessidades particulares de cada mulher, dependendo do desejo ou não de engravidar e na prevenção de futuras complicações em virtude da frequente associação com outras doenças.

“Nesse sentido, a orientação nutricional e estímulo à atividade física são as primeiras recomendações – especialmente para aquelas com excesso de peso. Além disso, podem ser necessárias orientações cosméticas, incluindo depilação a laser, medicações para normalizar a função menstrual, controlar o hiperandrogenismo, associação de tratamentos clínicos e da infertilidade”, finaliza a Dra. Sônia.

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