Lô Politi estreia na direção de longa metragem com o filme Jonas

Estrelado por Jesuíta Barbosa e Laura Neiva, a produção ainda conta com a participação de Chay Suede e do cantor Criolo ao retratar a história de um garoto iludido por um amor de infância


 Jonas é um misto de drama e thriller – um drama de amor sobre uma cama de thriller. Um filme com produção ousada, com elenco plural e direção de Lô Politi, em sua estreia em longa metragem. Com produção da Mastershot, o filme conta a história de Jonas, interpretado por Jesuíta Barbosa, um garoto que é filho da empregada e sempre foi apaixonado pela filha da patroa, Branca, vivido por Laura Neiva. Os dois cresceram juntos, muito próximos, mas o abismo social vai se fazendo presente e intransponível à medida que eles vão crescendo. O filme se vale do momento que eles se reencontram já quase adultos, e o amor de Jonas reaparece. É nesse contexto que, sem querer, levado por impulso, acaba cometendo um crime e precisa lidar com as consequências que o levará a sequestrar Branca e a esconder dentro do carro alegórico da escola de samba do bairro, a baleia, durante o carnaval. Participam também do filme o ator Chay Suede e o cantor Criolo.

Confira trailer:

Além de dirigir, Lô Politi assina o roteiro. A ideia surgiu quando, todo ano, ao passar pelo estacionamento de carros alegóricos do sambódromo, via um cenário surreal no meio da Marginal Tietê, em São Paulo. O encantamento com todos os carros estacionados lá, uma mancha colorida e imponente no meio da cidade cinza a fez produzir o roteiro. “Passo pelo estacionamento de carros alegóricos do sambódromo todo carnaval, na marginal, saindo de São Paulo para o feriado. Sempre me fascinou aquele lugar, aqueles carros alegóricos todos lá, coloridíssimos, enormes, durante semanas, um ambiente muito surreal no meio na marginal, do trânsito, uma explosão de cor e fantasia no meio da parte mais árida e cinzenta de São Paulo. Sempre que passava por lá, pensava: Alguém tem que fazer um filme com esse cenário! Uma dia resolvi fazer eu mesma.”, afirma ela.

Além da dupla de protagonistas e de Chay Suede e do cantor Criolo, os rappers Karol Conká e Rincón Sapiência fazem parte do elenco. Entre os atores mais experientes temos Ana Cecília Costa e João Fábio Cabral. A produção de elenco é assinado por Francisco Accioly e por Anna Luiza Paes de Almeida, dupla com um talento e uma sensibilidade importante para montar um mix de atores experientes com novas apostas e músicos nos papéis de atores.

Lô Politi estreia em direção de longa metragem, mas trabalha com cinema desde adolescente, como produtora e assistente de direção e, desde 1998, atua como diretora, roteirista e produtora. Sócia fundadora da Maria Bonita Filmes atuou por 10 anos como diretora de cinema publicitário, diretora de conteúdo e produtora de inúmeros projetos culturais e de entretenimento.

A produção do filme é de Murray Lipnik e Deborah Amodio, produção executiva de Marcelo Torres, direção de fotografia de Alexandre Ermel , direção de arte de Valdy Lopes Jn, música de Zezinho Mutarelli e montagem de Gustavo Giani.

As locações utilizadas para o filme foram na cidade de São Paulo, entre o bairro da Vila Madalena e o sambódromo. Para Lô a grande dificuldade foi gravar todo o filme durante o período do carnaval. “Acho que o mais difícil de tudo foi filmar na Vila Madalena e no Sambódromo, durante o carnaval! Foram quase dois meses de filmagem, quase tudo na rua, em locações, tudo no filme é muito real, os lugares, as casas, as ruas, tudo locação. Menos o interior da baleia, do carro alegórico, que reproduzimos em estúdio. Foi uma filmagem bem difícil, uma logística complicada, um circo gigante se deslocando pela Vila Madalena, por dois meses. Mas valeu a pena, o filme transpira São Paulo o tempo todo, é super urbano, ultra paulistano.”, declara ela.

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<p>Três mulheres tricotando sobre o universo feminino. Uma mãe, uma indecisa na vida e o último elo dessa tríade venusiana: uma jovem baladeira!</p>