Olheiras: dicas e tratamentos!


Elas estão por toda parte: festas demais, sono de menos, ressacas, genética e até má alimentação podem fazer com que você seja contemplada com um par de olheiras. A boa notícia é que tem solução! A dermatologista Dra. Claudia Marçal responde as 6 perguntas mais frequentes feitas no consultório.

Vez ou outra, recorremos ao corretivo e maquiagens poderosas para disfarçar as olheiras de quem trabalhou até tarde ou não teve uma boa noite de sono. E ao longo da vida vamos criando nossas próprias técnicas para driblar a mancha escura. Mas e quem tem desde criança ou tipos e tons de olheiras que incomodam, são difíceis e cansativos de esconder todos os dias?

A médica, dermatologista membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, contou quais são as perguntas e os dramas mais frequentes de quem procura ajuda para resolver esse problema.

1 – As olheiras são genéticas ou hereditárias?
As olheiras são máculas ou manchas que podem ser avermelhadas, violáceas ou castanhas amarronzadas. Segunda a Dra. Claudia, elas surgem na região das pálpebras, sendo mais incômoda e perceptível a que se apresenta na pálpebra inferior (e que muitas vezes já aparece na infância), como as de caráter genético ou predisposição familiar com incidência hereditária. “Essas são presentes em algumas etnias como árabes, turcos, povos andinos e indianos, pois costumam ter maior depósito natural de pigmento nessa região”, explica.

2 – O que fazer em caso de olheiras genéticas?
“As olheiras genéticas ou hereditárias precisam de controle a vida toda, pois esse depósito aumentado de pigmento na região ocular é um marcador genético ou étnico que não desaparecerá espontaneamente e exige tratamentos realizados pelo dermatologista para tratar e controlar o quadro posteriormente”, alerta a dermatologista.

3 – A alimentação interfere no aparecimento de olheiras?
A resposta é: sim. E a Dra. Claudia explica: “As olheiras pioram com a alimentação rica em açúcar e sal, pois, assim como o álcool, edemacia a região tornando a pálpebra mais inchada e o pigmento depositado mais evidente”.

4 – Como amenizar as olheiras quando for urgente?
“Quando se deseja uma alternativa rápida e momentânea, a melhor opção é aplicar compressas de chá de camomila gelado por dez minutos e cabeceira elevada que promove vasoconstrição, diminuição do inchaço e ação anti-inflamatória pelo camazuleno e alfa bisabolol presentes na camomila”, indica.

5 – É possível tratar olheiras para que desapareçam?
“O tratamento pode (e deve) ser realizado com o uso de hidratantes específicos para a área dos olhos diariamente, com peptídeos, ácido hialurônico, silício, antioxidantes associados a retinol ou alfa-hidroxiácidos, cafeína, chá verde, ácido kójico, hidroxitirosol, coenzima Q10, lignina peroxidase, alfa arbutin, vitaminas C e K lipossomada em associação via oral com fotoproteção imunológica com Polypodium Leucotomos, associado a Picnogenol e Exsynutriment, com ativos rutosídeos que melhorem a drenagem linfática e circulação”, explica Dra. Claudia. Mas o ideal é que você procure um dermatologista antes de tentar qualquer tratamento por conta própria.

6 – Existem tratamentos estéticos em clínicas específicos para olheiras?
A boa notícia é que existem tratamentos, sim: “Utilizo a associação do ácido hialurônico de hidratação para a região periorbital a cada trinta dias, em média três sessões, para melhorar a flacidez, a espessura do tecido, a densidade e turgescência. Quando necessário, utilizo preenchimento no sulco da lágrima e área circunjacente para promover retificação e melhora do plano profundo da pele e da estrutura orbital”. Dra. Claudia conta que o procedimento é realizado com agulha ou pequena cânula e é indolor. “Normalmente uma a duas sessões, se necessário complementação, é feita associação com uso de luz intensa pulsada para cromóforo de melanina pode ser utilizado em conjunto com laser vascular como o ND Yag 1064 ou Pump Dye laser para tratar a rede vascular aumentada e ajudar na retirada do pigmento de hemossiderina por reagir com a hemoglobina da região. Esta aplicação deve ser realizada a cada trinta dias e número de sessões entre três a cinco”, esclarece a dermato.

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<p>Três mulheres tricotando sobre o universo feminino. Uma mãe, uma indecisa na vida e o último elo dessa tríade venusiana: uma jovem baladeira!</p>